terça-feira, fevereiro 20, 2007

Cai chuva

Nada a fazer:
Este blog está mesmo em fase de recessão.
Nada a fazer?
Então e a inteligência emocional?
Nada a fazer, que é como quem diz, estamos adormecidos... não derrotados. Não acredito!

Mea culpa, mea culpa. Considero-me bastante responsável por esta interrupção.... de falta de inspiração!
É verdade que há muito que aqui não escrevo nada. Também reconheço que a minha inteligência emocional está a precisar de um reforço.

Como posso ser para os outros quando nem para mim mesma? Sinto-me qual ratinho encostado a uma parede à espera da solução. Com receio de virar a esquina...

O quotidiano vislumbra a odisseia.
A odisseia leva-me as energias sem que me dê conta.

As emoções hibernam. Quase todas. E enquanto isso, as estações, fora de mim, sucedem-se. Mudam-se as cores dos dias. Mudam-se os sorrisos à minha volta. Mais cansados alguns. Mais estagnados, outros. Outros quase deixam de o ser...
E a chuva faz-me sentir tola. E porque me sinto ensopada e irritada, vou ficar por aqui.
Antes que se espalhe esta sensação de desconforto que se me agarrou à pele como chuva miudinha.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Parado... e de costas para o movimento

Escrever num espaço destes exige que tenhamos disponibilidade para nos despirmos. Há dias em que isso nos é agradável e há dias em que assim não é. Nesses dias vestimos mais roupa, escondemos melhor a pele e escrevemos sobre outras coisas. A política autárquica, o governo da nação, provocações avulsas sobre o outro lado da barreira. Foi o que fiz. Quanto mais o tempo passa por mim menos graça acho ao facto de me passear nu aos olhos dos outros. Sinto-me feio demais para isso e não quero incomodar ninguém com a minha fealdade.
Começo a não dizer nada àqueles que me dizem muito e esse é o primeiro sintoma da minha decrepitude.
Se já pensei em pedir ajuda? Já. Mas sou tão narcisista que não encontro ninguém com competência profissional para tal (para além de ter de ser de borla).
Estas são as razões da minha ausência. Tenho pouco para dizer e mesmo esse pouco não cabe num espaço como este. Por isso reduzi a escrita a uma crónica semanal de qualidade duvidosa que passa numa rádio local.
Lembram-se da frase com que eu vos mimosiei na formação? "Sou tão bom que até meto nojo"?
Pois é... foi amputada. Agora só é válida a última metade.
Por isso não escrevo. A última coisa que quero é que pensem em comiseração, pena, análise. Não pensem, divirtam-se. Vão jantar, conversem sobre tudo e nada, abracem-se, não escondam a pele uns dos outros.
Eu por cá ficarei... ou não.

domingo, dezembro 03, 2006

Emovangustias

Hoje li, de cabo a rabo, As Pequenas Memórias.
Quando me dei conta que estava quase no fim apoderou-se de mim uma angústia que não pode ainda ser minha, mas que pode ser a de alguém que já leu todos os seus livros.
E agora? Quando o próximo?

Conheci a obra de José Saramago quando publicou A Caverna. Não acho que tenha sido tarde. Foi na altura certa. Anos antes tinha adquirido O Evangelho Segundo Jesus Cristo que não li, e por altura de umas publicações que saíam aos pares calhou-me o Memorial do Convento.
Entretanto dediquei-me avulsamente aos seus livros e de cada vez que o faço me deslumbro mais. Agora de posse do seu último livro, Saramago não só me deixou levar pela criança que fui, como me fez viajar no tempo da minha infância e me fez sorrir por inúmeras vezes.

Uma das vezes, foi um duplo sorriso porque a minha filha encostou-se a mim e perguntou-me o que era que ali estava escrito e eu li-lhe Saramago em voz alta e ela ali esteve, atenta até achar que era a vez dela ir buscar os seus livros para mos ler a mim.
Não sabe ela ainda que tem o Levantado do Chão autografado para ela, pelo Prémio Nobel, quando eu ainda a trazia na barriga.

E cheguei ao fim do livro. A minha ansiedade foi-se, parcialmente, só porque tenho ainda para ler muitos dos seus livros. Se já os tivesse lido, restava-me a circunstância de os voltar a ler. É o que aconselho. Caso alguém padeça da mesma angústia que eu.

quarta-feira, novembro 29, 2006

emovere?

Ei pessoal, por onde andam? Em que emoções se esconderam que não se deixam ler?

Secalhar as mesmas em que eu me escondi!!...
Aquelas que nos levam a enredar-nos na rotina diária, na sequência imparável e por vezes quase ireflectida de tarefas, como uma roda que gira sem que a consigamos deter. Não quero com isto que pensem que devíamos deter a marcha dos dias,ou que seria preciso parar o tempo! Não, seria antes necessário que não perdessemos a capacidade de sentir outras emoções que nos levam a momentos mais positivos.

Nos momentos em que tenho oportunidade de partilhar com os outros o que penso (e logo arranjei uma profissão em que faço isto todo o dia, há até quem já tenha desistido de contar com o meu silêncio!) digo muitas vzes que a intensidade das emoções é inimiga da capacidade de reflexão; como tal, e com o que tal possa ter de bom e menos bom, penso que nos deixámos mover pela intensidade das emoções que a pouco e pouco nos foram afastando deste espaço comum.

Mas se alguém se lembrou de "inventar" a Inteligência Emocional (lembram-se????) foi para isto mesmo; para pomposamente, com ar de quem está sempre heróicamente acima dos dias negros, poder usar as emoções menos boas para acções melhores! Para se dar conta,no meio dasemoções, que basta querer fazer diferente, que podemos escolher escrever num blog, falar com os amigos, e não nos quedarmos presos num lago parado de "coitadinhos de nós que já não falamos"!

Vamos lá espevitar!!! Respiremos fundo e atrevam-se a escrever,muito ou pouco, com mais ou menos vontade, nem que seja só para dizer, também acho ou não acho nada (será que estou a procurar no sítio errado?)

Emovere= movimento das emoções; emovam-se positivamente!

E que tal se nos encontrássemos,em emovimentos positivos??

quinta-feira, outubro 19, 2006

Olá! Está aí alguém?

Pois é! Onde se meteu todo este pessoal? Já ninguém diz nada, não escrevem...e eu que gostava tanto de ler as vossas ideias, graças e simples constatações de algumas coisas simples da vida, sempre com aquele toque especial que apenas cada um sabe dar, o seu! Também sei que não sou a mais participativa...gosto mais de ler do que escrever e a concorrência aqui por estes lados é bem forte! Onde estão os animados textos da Isabel, capaz de contar uma história divertida apenas sobre uma ida a uma loja de chineses? Ou o fundador, o Eduardo que nos deliciava com as suas memórias de Carnavais passados? A Paula e os seus poemas? E a Dora, com a sua visão "psicológica" de todos nós? E a Cristina? Esta eu sei porquê mas tenho saudades dela na mesma! O Mauro já há bastante tempo que não se "lê" por aqui....e todos os outros que tanto têm contribuído para este espaço de "tertúlias" e pensamentos?
Pois é...andamos todos muito ocupados, aborrecidos com as eternas injustiças que nos deixam muitas vezes sem vontade de ripostar...ou é apenas a melancolia de Outuno, quando o frio e a chuva começam a aparecer e já nos sentimos saudosos daqueles dias agradáveis de Verão?
Não sei...o que me dizem? Ainda há esperança de espevitar o nosso blog? Claro que sim! Toca a escrever!

quinta-feira, junho 15, 2006

Chinesices! Optimistas no e do mundo. Sugestões

Embalada por Yann Tiersen, através da audição em stereo (nos headphones, aqui mesmo no pc) da banda sonora do filme Good bye Lenin-que maravilha, os dois: filme e música- aqui ando novamente para vos dizer mais qualquer coisinha, neste fresco feriado de fim de Primavera. Lembram-se do meu post, há um ano sobre a passarada? Pois não é que hoje acordei com uma guerra de estrelas??? Só podia, porque dois machos disputavam o espaço de aproximação de uma fêmea. E ela, nada! Coquete e "distraída" olhava a paisagem por cima da asa!
Para não faltar à rotina fui tomar um café ao fim da manhã. Antes de me enfiar em casa decidi dar um giro numa loja chinesa. Para distrair... mal vai esta terra que nos oferece apenas o comércio e o comércio alternativo, como distração... mas não é disso que quero falar. É de um objecto que descobri e que não resisti a comprar.
Passo a explicar: Utilidade: "poisador de pulso"para quem trabalha horas a fio com o rato. Formato: Esquilo deitado, de braços debaixo da cabeça e uma perna traçada sobre a outra a formar ângulo recto. Imagem do relaxxe total! Material: qualquer substância sintética transparente, MUITO agradável ao toque e de forte maleabilidade. O corpo do objecto ainda oferece a possibilidade de ser observado no escuro, uma vez que contém, a dançar no líquido interior, umas estrelas de côr laranja que "brilham no escuro". A face do esquilo é redonda, atraente, apelativa e de design simpático.
Não tenho, desde que cheguei e me sentei aqui, parado de mexer no boneco. Quer com o pulso, quando utilizo o rato, quer mesmo quando, de propósito, o massajo, (me massajo), e retiro dele um prazer tão infantil e simples. Tão natural. Nem sei como explicar melhor.
Pergunto eu: Estou a ficar tolinha? Ou é tão simples assim acarinharmos o nosso tacto e com ele as nossas memórias? De pele e não só! É tão simples desfazer uma tensão? Basta um coisa agradável ao tacto e cuja face nos sorria? Uma matéria "viscosa"dentro de uma embalagem transparente, que se molda à pressão das nossas mãos?
Não quero saber se é estranho, normal, extemporâneo, habitual, se tem ou não significado. Mas sinto-me bem a mexer no esquilo, faz-me relaxar, sentir boas sensações e despertou em mim memórias já perdidas. Já estou expectante para ver como brilha à noite. Estou quase a dar-lhe um nome. Estou quase a chamar-lhe meu...

Nos finais de Abril, numa das minhas incursões pelos quiosques, descobri uma revista que já existe desde 1995. Foi amor à primeira vista. Não! Foi Paixão! Ando doidinha todo o mês à espera que ela cá chegue. Impressa em inglês, em holandês e português (Brasil), mas só conheço a versão inglesa. Vem de Espanha, quando os importadores não conseguem vender lá os exemplares de algumas revistas, decidem atravessar a fronteira... bem, sorte a minha, digo eu. Chama-se "Ode" «www.odemagazine.com» e como espécie de subtítulo, na capa, ainda se lê: "For intelligent optimists". Não é que vem mesmo a calhar? É uma janela aberta para o mesmo mundo em que todos vivemos, retrata os mesmos assuntos que outras revistas preocupadas com o homem, o ambiente, o planeta, etc, retratam, só que de uma forma diferente. É como dar uma reviravolta e ups, estás a ver o problema por outro prisma: pelo lado positivo da questão.
Ex. A fome em África. Um artigo que mencione este tema não retrata a face negativa do problema, mas sim alguma(s) soluções a aplicar ou já aplicadas e resultados concretos. Entre outras coisas... claro. É muito variada, nos temas, na informação e na divulgação de assuntos. No exemplar de Maio, o colunista que trata a divulgação de música do mundo só falava da Sara Tavares!!!! E do seu último trabalho Balancê! Hiei!!!!!! Só vendo. Contado não tem graça. Tudo é bonito e agradável, à vista, ao tacto, ao cheiro, à visão, à percepção... o papel, as cores, a forma de expor os assuntos, a paginação... Pronto, já perceberam: É paixão!!!!
Se este não fosse um blog de emoções, ter-me-ia contido um pouco mais. Assim, não!

Já foram ver a exposição de trabalhos de serigrafia do Picasso? Está na Fundação Eugénio d'Almeida. Não é para perder, de maneira nenhuma. Quase que dá para perceber o nascimento das ideias do mestre, em algumas obras....É uma oportunidade única de nos sintonizarmos com o pintor e tentar conhecer emoções novas ou utilizar as conhecidas numa área diferente.

Amigos emocionais e outros que tais, não deixem de sugerir, de rir, de confortar, de escrever aqui o que vos apetecer, porque este espaço é um cantinho precioso que pode, de facto, fazer a diferença entre dois estados de alma. Ou mais. E viva o Verão!!!!!










segunda-feira, maio 08, 2006

DIA DA MÃE

Passou mais um dia "comercialmente" dedicado a todas as mães. Pessoalmente não me diz grande coisa, no entanto, lá tenho de ceder um bocadinho... e, confesso, gostei que os meus filhos tivessem assinalado a efeméride. Não que tivesse sido um dia diferente ou eu o sentisse como tal. Para mim, todos os dias são dias da mãe e todos os dias são dias dos filhos. OBRIGADA FILHOS POR TEREM NASCIDO! (não liguem aos nossos arrufos)