segunda-feira, janeiro 17, 2005

Agir

Ora bem. Antes de mais nada quero saudar o nosso novo contribuinte (calma que não vou desatar a falar de finanças públicas). Sabemos que se chama Anto e que nos foi apresentado pela Cristina. Meu caro, sinta-se em casa.
Muitos dos Posts que têm aqui aparecido (e bem), falam de sonhos, de projectos, de acreditar, de nos suplantarmos a nós próprios. Estando, genericamente, de acordo com quase tudo o que aqui se diz, hoje apetece-me abordar o tema da acção. Agir sem projectar primeiro, despir esta roupa que nos prende os movimentos e partir à descoberta. Dar o passo sem medo da queda. Sinto-nos muito presos, muito pragmáticos. Alguns de vós sabem a minha opinião acerca do pragamatismo. É aquele defeito que nos faz viver uma vidinha razoável e evita que vivamos uma boa vida. É a atitude perante a vida consubstanciada na frase "o óptimo é inimigo do bom", ou "mais vale um pássaro na mão do que dois a voar", ou ainda "no meio é que está a virtude". Não posso estar mais em desacordo. Viver longe dos abismos, com cinto de segurança e check up anual pode ser sinónimo de longevidade e segurança, mas não é certamente sinónimo de Vida na acepção mais ampla da palavra. Projectamos as próximas férias, mas não projectamos a forma como queremos viver durante esse período. Escalonamos as receitas e as despesas mas não equacionamos se podemos fazer algo de diferente com a diferença entre as duas. A minha sugestão é que nos viremos para fora, para a acção, para este sol de inverno que nos devia fazer sair da toca, esquecer o trabalho e provocar nos outros amor ou ódio. Volto a citar livremente um poeta "amemos muito, como odiemos já, a verdade está nos extremos, porque é no sentimento que ela está!"
Desculpem o tom panfletário, mas à segunda-feira estou assim. Capaz de mudar o mundo. O meu, claro!