terça-feira, janeiro 18, 2005

... a poesia continua!

E porque também acho que muitas vezes nos poderemos servir da poesia para dissimular emoções, há um poeta popular português que com pequenas quadras diz muito sobre Inteligência Emocional.

“Falemos sinceramente,
Como p'ra nós mesmos, a sós;
Lá longe de toda a gente,
Do mundo, e até de nós

Num arranco de loucura,
filha desta confusão,
vai todo o mundo à procura
daquilo que tem à mão.

Porque será que nós temos
na frente, aos montes, aos molhos,
tantas coisas que não vemos
nem mesmo perto dos olhos?

Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado

O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!”

A Acção (mesmo que prosaica) com que posso contribuir hoje são estas quadras do António Aleixo.