terça-feira, maio 17, 2005

OS AMIGOS

Ando há imenso tempo para escrever aqui. Não tenho tido muita disponibilidade mental. Sobretudo porque há aqui pessoas que merecem todo o meu respeito e carinho , sobretudo pelos momentos particulares que atravessam. E não é fácil, para mim, falar seja do que fôr, em determinadas circunstâncias.
Hoje, porém, o António ou Anto, não sei bem, tirou-me do sério. E o Eduardo com o seu comentário, fez-me mesmo rir. Os dois que me desculpem. Mas não é que este blog produz mesmo as mais estranhas emoções? Vá-se lá saber porquê, no meio de toda aquela movimentação durante a leitura dos posts e dos comentários, para trás escritos, veio-me à memória, o poema do Camilo Castelo Branco, que passo a transcrever:

Os Amigos

Amigos, cento e dez, ou talvez mais.
Eu já contei. Vaidades que sentia:
Supus que sobre a Terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais!

Amigos, cento e dez, tão serviçais.
Tão zelosos das leis da cortesia,
que já farto de os ver me escapulia
às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente:
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.

-Que vamos nós - diziam- lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver!...
-Que cento e nove impávidos marotos.

in Cancioneiro Alegre de Poetas Portugueses e Brasileiros/PUB.Europa América


Quanto ao Jantar de dia 20 no Chinês, pois não é que trenho um encontro com os Serviços Sociais dos trabalhadores da CME? Terei que ficar sem vos ver mais uma vez? Divirtam-se e bebam um copo por mim.